DPE solicita ao Governo e Prefeitura estratégia de vacinação para imunizar pessoas de 18 a 59 anos

Por Conexão Roraima 07/06/2021 - 20:16 hs

A Defensoria Pública de Roraima (DPE/RR) solicitou ao governo do estado que apresente até esta terça-feira (8) o plano estratégico de ampliação da vacinação com previsão de data de início, planejamento e critério definidos para sua implementação. O objetivo da DPE é que o Estado inicie imediatamente a imunização contra Covid-19 de todas as pessoas com idade entre 18 a 59 anos, sem comorbidades, conforme autorizado pelo Ministério da Saúde, no último dia 28/05/2021.

O pedido foi encaminhado no dia 2 de junho e leva em conta a alta de casos de óbitos e o saldo de vacinas disponíveis em estoque. Conforme informações do Vacinômetro, o estado possui um estoque de 40.384 doses, das quais 18.400 são destinadas à população indígena e 21.974 são destinadas ao público em geral. O município de Boa Vista possui o saldo em estoque de 27.361 doses de vacinas.

A Defensoria entende que com esse saldo em estoque de mais de 27 mil doses não justificativa para não iniciar a da população em geral (de 18 a 59 anos) sem comorbidades, destacando, inclusive, que capitais com maior densidade populacional que Boa Vista, como Rio de Janeiro, São Paulo, São Luís do Maranhão e Porto Alegre já definiram calendário de continuidade do processo de vacinação para o grupo da população em geral, e que o estado de Roraima e o município de Boa Vista ainda não deram publicidade a este cronograma.

Pedimos esclarecimentos também sobre a motivação para a manutenção do saldo em estoque de milhares de doses de vacinas ainda não aplicadas, assim como sobre a divulgação do calendário para vacinação deste público-alvo [de 18 a 59 anos], sem comorbidades”, explicou o defensor público-geral, Stélio Dener.

De acordo com o defensor-geral, a continuidade da vacinação é imprescindível e o monitoramento deste planejamento local deve ser aprimorado a fim de garantir que não ocorra quebra de continuidade no processo de imunização. “Queremos garantir que os direitos dessas pessoas sejam atendidos e que a vacinação seja realizada de forma isonômica, contínua, eficiente, célere e segura”, argumentou.